segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Teoria de Barney e seus Amigos

Sei lá eu tenho uma pequena teoria sobre Barney, o dinossauro:
Não é novidade pra ninguém, o dinossauro roxo vem da imaginação das crianças, é dito até na música... Porém já notou o papel que o dinossauro faz na vida das crianças? As vezes, algumas crianças enfrentam problemas com o irmão, como dividir um brinquedo e o Barney conversa com elas, as vezes até é demonstrado não ter preconceito com crianças (recordo-me de um episódio em que tem uma criança que andava de cadeira de rodas e outro que uma garota não possuía um braço) como se fosse um conselheiro... ou um pai.
O local que se passa a historia de Barney e seus "amigos" é, na verdade, um orfanato e não uma escola ou algo assim. A mulher de pele negra que aparece em todo episódio mostrando algo de outro pais para os pequenos é uma garota que viveu no orfanato a anos atrás e que sonhava em conhecer o mundo, e hoje cumpre tudo que seus sonhos de infância a mandam e volta ao orfanato ao final de viagens para visitar as crianças. 
Ok, mas no final dos episódios as crianças dizem "eu vou pra casa, minha mãe está me esperando" ou algo do gênero... Isso pode ser na verdade elas indo se deitar, fechar os olhos e sonhar com possíveis casais que os adotarão um dia.
A teoria explica também a música, já que nela é dita "Somos uma família feliz"; exatamente, família. Um orfanato passa isso pra crianças que vivem lá.

PENTAGRAMA

Vá ao seu banheiro a noite. Acenda algumas velas em frente do espelho para formar um pentagrama. Pegue um batom ou qualquer outra coisa vermelha e desenhe o pentagrama, com as velas nas pontas.

Agora reze para Satã destruir sua alma, e que nenhuma outra luz entrará na sua vida novamente. Uma frase será dita em uma voz demoníaca. Um barulho alto será ouvido. NÃO OLHE O ESPELHO. Depois do barulho, conte até 20.  

Não faça barulhos nem se mexa. Agora diga o nome de alguma pessoa que você não gosta 6 vezes. Um ano depois da invocação, ela morrerá com alguma coisa pontuda (lança, espinho, etc.) atravessada no lado direito do tórax, no lugar em que ficaria o coração se ele estivesse no lugar direito.

Melhor você não tocar em uma Bíblia por uma semana depois disso.

O JOGO DA MEIA NOITE

O "Jogo da Meia-Noite" é um antigo ritual pagão, usado principalmente como punição a punheta

Embora tenha sido usado principalmente como uma tática para as pessoas não desobedecerem os deuses, ainda há uma chance muito grande de morte para aqueles que jogam o jogo da meia-noite. Há uma chance maior de danos mentais permanentes. É altamente recomendado que você NÃO JOGUE O JOGO DA MEIA-NOITE.

No entanto, para aqueles que gostam de adrenalina e aqueles que querem se aprofundar em rituais de ocultismo obscuros, estas são instruções simples sobre como jogar. Jogue-o em seu próprio risco ...

PRE-REQUISITOS: Deve ser exatamente 0:00 quando você começar a executar o ritual. Caso contrário, não vai funcionar.

MATERIAIS: Você vai precisar de uma vela, um pedaço de papel, um instrumento de escrita, fósforos ou um isqueiro, sal, uma porta de madeira, e pelo menos uma gota de seu próprio sangue. Se você está jogando com várias pessoas, eles precisam de seu próprios materiais e eles terão que realizar os passos abaixo de acordo.

ETAPA 1: Escreva seu nome completo (primeiro, meio e último) no pedaço de papel. Coloque , pelo menos, uma gota de sangue em papel. Deixe o papel de molho.

PASSO 2: Desligue todas as luzes do lugar que você está fazendo o ritual. Vá para a sua porta de madeira, e coloque o papel com o seu nome na frente da porta. Agora, acenda sua vela. Coloque-a em cima do papel.

PASSO 3: Bata na porta 22 vezes. A hora deve ser 0:00 quando terminar. Em seguida, abra a porta, apague a vela, e feche a porta. Você agora permitiu que o "Homem da Meia-Noite" entre na sua casa.

PASSO 4: Imediatamente reacenda sua vela.

Agora e quando o jogo deve se iniciar. Voce agora deve andar em torno de sua casa agora completamente escura, com a vela acesa na mão. Seu objetivo é evitar o Homem da Meia Noite a todo custo, até 03h33. Caso sua vela se apagar, o Homem da Meia-Noite está perto de você. Você deve reacender sua vela nos próximos dez segundos.

Se você não for bem sucedido em fazer isso, você deve cercar-se em um círculo de sal. Se você é não conseguir fazer ambas as ações, o Homem da Meia-Noite vai criar uma alucinação de seu maior medo, e vai arrancar seus órgãos um a um. Você vai sentir, mas você não será capaz de reagir.

Se você for bem sucedido na criação do círculo de sal, você deve permanecer lá até 03h33.

Se você for bem sucedido em reacender a sua vela, você pode prosseguir com o jogo. Você deve continuar até 03h33, sem ser atacado pelo Homem da Meia-Noite, ou ser preso dentro do círculo de sal, para ganhar o jogo da meia-noite. O Homem da Meia-Noite vai deixar sua casa as 03h33, e você estará seguro para prosseguir com a sua vida.

Indicações que você está perto do Homem da Meia-Noite incluem queda súbita de temperatura, ver um preto puro, uma figura humanoide através da escuridão, e ouvir um suave sussurro vindo de uma fonte indiscernível. Se você sentir qualquer um destes, é aconselhável que você deixe a área para evitar o Homem da Meia-Noite.

NÃO ligue qualquer das luzes durante o jogo da meia-noite.

NÃO use uma lanterna durante o jogo da meia-noite.

NÃO pare para dormir durante o jogo da meia-noite.

NÃO tente usar o sangue de outra pessoa em seu nome.

NÃO use um isqueiro como um substituto para uma vela. Não vai funcionar.

E definitivamente não tente provocar o Homem da Meia-Noite de qualquer forma.

Mesmo quando o jogo acabar, ele vai estar sempre observando você ...

Boa sorte, você vai precisar.

COMO INVOCAR A LOIRA DO BANHEIRO

COMO INVOCAR A LOIRA DO BANHEIRO

TABELA DE CONTEÚDO

Existem muitas e muitas formas. Como lenda mais famosa do Brasil, conhecida em milhares de escolas, ela foi sendo modificado, como um telefone sem fio. Primeiramente, como o próprio nome diz, pra começar você tem de ir para um.... banheiro de escola, e fazer uma dessas coisas para a loira aparecer:

Método 1

Em um banheiro de 3 chutes na porta do banheiro, da 3 descargas e fale 3 palavrões.

Método 2

Em um banheiro faça o que se pede:

1°: você pega très fios de cabelo2°: você joga no vaso e chame très palavrões3°: desligue as luzes, e tranque o banheiro4°: dai ele aparece

Método 3

(essa foi retirado do AssombradoO)

Primeiramente, como o próprio nome diz, pra começar você tem de ir para um.... banheiro de escola, e fazer uma dessas coisas para a loira aparecer:

- chutar 3 vezes a porta do banheiro
- dar descarga 3 vezes seguidas em qualquer privada
- ir para a última porta do banheiro e dar 3 descargas seguidas (era assim na minha escola)
- Entrar em uma cabine, trancar a porta, sentar na privada e dar 3 descargas.
- Bater a porta 3 vezes, dar descarga 3 vezes, abrir e fechar a torneira 3 vezes e falar 3 palavrões
 Se tiver coragem suficiente para fazer isso, ela vai aparecer com algodão no nariz cheio de sangue pedindo para você tirar. Por isso a Loira do Banheiro é conhecida também como A Mulher do Algodão. Algumas escolas dizem que a Loira do Banheiro aparece com o rosto todo cortado pedindo para você passar o algodão. Já outras dizem que ela aparece no espelho e fica te encarando.

Obs: a decisão de fazer isso vai de vcs leitores. So estou lhe passando as informações

DÖD OCH BLOD - O SERVER DO BATTLEFIELD 2

DÖD OCH BLOD - O SERVER DO BATTLEFIELD 2

Para quem não sabe, Battlefield 2 é considerado por muitos, o melhor jogo multiplayer de 2005, eu acho, digo, achava, até que tal coisa aconteceu...

Quatro anos atrás, estava jogando junto com o meu amigo equatoriano Juán e nós gostávamos de jogar como inimigos neste jogo, até que era legal, ele tinha seus amigos jogando e eu tinha desconhecidos jogando, num server chamado Död och Blod, apelidado pelo Juán.

Estávamos jogando o "Operation Clean Sweep" e minha equipe, a "MEC", estava ganhando da equipe do Juán, o "USMC", acabou a partida e era para ter acabado o server, mas logo apareceu um mapa, que na verdade, não tinha o mapa e estava escrito "666". Falei se era uma boa ideia jogar este mapa e ele falou que sim, tinha falado que era diferente e podia ser legal.

Quando entrei, começou escuro e não tinha equipe, Juán e eu achamos estranho, pois isso não era comum no jogo, nem nos mods tinha, enfim, meu amigo falou que era sobrevivência e deveria ter alguns da força inimiga.

Escolhi minha arma e apertei "Done"

O que veio era uma tela escura e 15 jogadores, entre eles meu amigo, sem contar eu, porém carregou o mapa e era uma selva, achei uma maravilha, e tinha meu esquadrão, tipo, era líder. Tinha um objetivo, que era para ir num lago, eu concordei com o Juán e nós fomos até o lago, Juán estava levando um amigo dele para acompanhar...

Chegando, o lago estava vermelho, apertei "M" e estava o mapa, todo configurado, tipo, carregado, e mostrava o lago vermelho e lá no sul, tudo amarelo-escuro. Comecei a ficar com medo e decidi explorar o lago com o meu amigo.

Chegamos no fim e o que eu vi foi vários corpos, todos virados de cabeça para cima, e, segundo minha contagem, tinha 15 corpos. Mas o que eu vi era chocante...

Entre eles estava o rosto do meu amigo Juán, e tinha de todos os que estavam neste server, menos o meu. De repente o amigo dele sumiu, e a sua última palavra era: "SOCORRO!" e de repente, um corpo sumiu.

Logo foi três corpos, logo foi mais dois, e ficou sumindo até que sobrou um corpo, do meu amigo.

O que ele falou foi uma frase seguinte: "Agora eu entendo tudo, sou a ultima pessoa a morrer neste server, eu só queria falar adeus, mas tenho que falar uma coisa: Död och Blod significa Sangue e Morte, em sueco. ZAAAAAXSERDCTFVGYBUNJCDRWZ ADEUS"

O que eu pude entender, ele estava arrastando seu teclado, só não entendi a ultima palavra dele, o ADEUS.

Logo o server sumiu, e apareceu a tela inicial do meu computador, era o rosto do meu amigo Juán, mas o que eu vi foi o que me assombra até agora, aparecia o rosto dele, sem os olhos.

Logo apareceu uma mensagem escrita assim: "Obrigado por jogar, ah, seu amigo Juán foi morto, ADEUS"

E queimou meu computador, estava com raiva e ao mesmo tempo, com medo. No dia seguinte, estava assistindo noticiário até que apareceu uma notícia que estava assim: "Três garotos em Los Angeles morreram num tiroteio numa Lan House, o jogo que eles estavam jogando era Battlefield 2". Fiquei com medo e corri para o computador do meu pai e fiquei vendo vários sites, todos estavam escritos assim: "Um garoto morreu numa avalanche em Noruega, perto do seu computador, jogando Battlefield 2" Este era só um exemplo, até que apareceu uma notícia escrita assim: "Juán morreu jogando Battlefield 2, leu isso? ADEUS"

Até hoje ninguém encontrou o assassino de todos...

Bully (A Missão Removida)

BULLY (A MISSÃO REMOVIDA)

Bully parece apenas mais um jogo normal. Mas, ele tem um lado oculto que poucos conheceram. Antes do lançamento do jogo Bully, a Rockstar Games tinha feito uma missão assustadora, esta missão chamava-se "Help Petey", assim que ela foi feita, os produtores do jogo apagaram imediatamente a missão, porquê ela era perturbadora, tinha cenas de sangue, cenas fortes e torturas, e até corpos humanos. Dizem que, mesmo com esta missão apagada, a Rockstar lançou um CD do jogo Bully que tinha esta missão, foi apenas um CD, e apenas uma pessoa no mundo compraria, por pura coincidência. Existe um jogador de Bully que disse que comprou esta única versão e viu esta missão assustadora, ele relatou tudo na internet, mas não se identificou. Nesta missão, o jogador tem que salvar um amigo de Jimmy Hopkins (Personagem principal do jogo), este amigo é Pete Kowalski, Jimmy deve salvá-lo do zelador assassino da escola, Pete teria invadido a área do zelador, uma área onde o zelador guarda os corpos das pessoas que ele matou. Jimmy ficou sabendo disto e teve que ir salvá-lo. 

A gravação desta missão demora uma eternidade para carregar, quando ela carrega, mostra Jimmy, Gary e Pete jogando pôquer em uma mesa do dormitório dos meninos.

Pete estava chorando muito, e Gary fala "Ei, garotinha, como foi o seu tempo com o zelador? Eu aposto que você gostou.", Gary fala zombando de Pete, mas Pete responde: "Deixe-me em paz, Gary! Eu estou cansado desta vida, estou cansado de você sempre me zoar, eu vou acabar logo com isto!", então, ouve-se um barulho devastador, Gary diz satisfeito "Oh, Pete, faça isto de novo!", depois desta parte estranha, o jogo levou ao porão da escola, o objetivo falava "Encontre o zelador Luntz" em letras de sangue.

Eu procurei no porão inteiro, e nada encontrei, mas havia uma parte do porão que eu não conhecia, era um elevador que ficava em um corredor, para chegar neste elevador, eu fui pelo corredor, assim que eu entrei no elevador, eu apareci em um depósito abandonado, mas era uma gravação, era um lugar onde haviam várias pessoas mortas penduradas como animais em um matadouro, havia o corpo de uma menina morta com os ossos expostos pendurados, e ao lado deste corpo havia o Pete pendurado, mas ainda vivo. Do lado de Pete, estava o zelador com um martelo esmagando Pete, Jimmy tentou acertar o zelador com um martelo, mas ele errou e então o zelador olhou para Jimmy e disse "Tentou me acertar com o martelo? É isto que eu vou fazer com você depois!", o zelador estava esmagando o estômago de Pete, aquilo foi uma cena horrível, o jogo deu um zoom no rosto de Pete, Pete estava sangrando e o zelador estava espancando ele sem nenhuma dó.

Depois desta cena, Pete falou com uma voz fraca: "Eu juro que não vou mais voltar aqui, por favor, deixe-me ir!", o zelador fala: "Hoje não!!", tudo estava em má qualidade, menos Jimmy, Pete e o zelador, depois desta gravação, eu aparecí naquele mesmo lugar, a gravação já tinha acabado e o zelador continuava massacrando Pete, eu peguei o estilingue e acertei uma pedra no zelador, mas a tela ficou preta, como se eu tivesse perdido a luta com o Russell, depois disto, apareceu outra gravação, esta gravação mostrava Jimmy correndo do zelador, Jimmy desce pelo elevador rapidamente e assustado, mas ele cai no chão e o zelador puxa as pernas dele e o arrasta, depois disto, a gravação acaba, Jimmy tinha morrido, o zelador vai fazer com ele a mesma coisa que fez com Pete, matá-lo.

Depois daquela gravação, o jogo volta para "Welcome to Bullworth", a primeira missão do jogo, como se Jimmy tivesse morrido e o jogo reiniciou, então eu entrei no meu save e fiz a missão novamennte, pela segunda vez, no começo, foi tudo do mesmo jeito, mas quando eu cheguei no elevador, o zelador não estava lá, então eu corri até o Pete, Jimmy tirou ele da corda e o salvou, os dois foram embora, o zelador não estava mais lá. Depois disto, eu tive que ir até a sala do diretor, Jimmy contou tudo, o diretor chamou a polícia e o zelador foi preso, mas parece que a polícia não descobriu aquela sala onde o zelador torturava pessoas, a missão foi completada e eu ganhei um martelo como recompensa, eu fui até o quarto do Jimmy, quando eu cheguei lá, havia um martelo com sangue, era o mesmo martelo do zelador, Jimmy roubou dele na missão, eu peguei o martelo e fiquei testando ele, eu aproveitei para bater no Trent (Personagem do jogo), depois disto, a noite chegou e eu tive que ir dormir, quando Jimmy deitou na cama, apareceu o rosto de uma menina na janela do quarto de Jimmy, era a mesma menina que estava na sala de tortura do zelador, a tela ficou preta e o jogo fechou automáticamente, eu tentei entrar no jogo de novo, mas ele não abriu, o jogo nunca mais abriu. 

Desafio do elevador

O desafio do elevador

1-entre no elevador sozinho(o elevador deve estar vazio também)
2-Quando entrar no elevador,siga a ordem: 4º andar>2º andar>10º andar(se alguém entrar no elevador em algum desses andares o ritual sera desfeito)
3-bom,quando chegar no 10º andar pressione o botão do 5º andar sem sair
4-quando você chegar no 5º andar uma mulher jovem vai entrar no elevador(não fale com ela)
5-depois que a mulher entrar pressione o botão do 1º andar
6-ao invés do elevador lhe levar para o 1º andar ele irá subir lhe levando para o 10º andar(você pode pressionar algum outro andar,mas essa será sua ultima chance de desistir do ritual)

existe apenas um modo de saber se você foi bem sucedido no ritual,o mundo que você chegou deve ter apenas uma pessoa,ou seja,você
eu nao sei o que acontece depois que você chega lá.
mas posso dizer uma coisa,a mulher que entra no 5º andar não é humana

Jantar de deus

Um dia você vai estar dirigindo em uma longa estrada de duas pistas. Não haverá outros carros, nenhuma placa, nem animais, nem mesmo as aves que voam no céu. Só existirá você e a estrada, que se estende para algo como o infinito por meio de um deserto estéril. Você pode dirigir para sempre por este caminho, ou então, seguir minhas instruções. Vire-se, e continue dirigindo. Nada vai acontecer. Você vai continuar a dirigir para sempre, nunca vai haver um fim.
No entanto, você pode começar a se preocupar quando perceber que está sem gasolina. Se você verificar o medidor de combustível, você vai notar que ele está um pouco menor do que a última vez que você verificou.
Você também pode sentir um pouco de fome. Verifique seus bolsos ou o porta-luvas do carro para procura alimento, você não vai encontrar nenhum. Você não vai se importar muito, porque você não está com tanta fome assim. Você vai continuar dirigindo nessa estrada, aparentemente sem fim.
Enquanto você dirige sem parar, sua fome vai crescer. Seu medidor de combustível ficará cada vez mais menor a cada vez que você olhar para ele. Quando você estiver faminto e quase sem gasolina, você vai ver um posto de gasolina e ao lado, uma lanchonete. Você verá ao lado dessa lanchonete, uma enorme placa, dizendo: "O Jantar de Deus".
Você vai sair do carro, aliviado por ter encontrado este lugar, neste trecho desolado da estrada. Encherá o seu carro com gasolina, e vai para a lanchonete comer e saciar sua fome. Após isso, você vai ver uma barra à sua direita, com vários bancos pequenos. Algumas cabines vão até a sua esquerda. O chão é coberto com telhas desgastadas, e as paredes são feitas de madeira.
Seus olhos vão percorrer pelo lugar, até para-los em um homem parado, limpando o balcão com um pano velho. Ele é um homem negro, com uns 60 anos, com cabelo branco e barba áspera. Você pode ver a vida nos vincos de seu rosto, como se ele tivesse experimentado muitas coisas. Você mal pode ver seus olhos, mas você pode dizer que eles tem calor e profunda sabedoria, e quando ele olhar para você, você vai perceber algo diferente neles. Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas os olhos deste homem são a sua própria alma, contida dentro deles. Você vai se sentir perdido por um momento, mas quase imediatamente você vai voltar para a realidade.
Lembrando da sua fome, você vai se sentar para comer. Olhando em volta, você vai notar que não há menus ou sinais mostrando o cardápio. Se você perguntar ao homem por um menu, ele vai lhe dar um, com todas as típicas comidas de lanchonete. Ele vai preparar o que você quiser, e vai servi-lo, com pouca conversa. Depois de comer, você vai pagar o homem, e se despedir dele, e vai embora. Se você olhar para trás, você irá ver o homem com uma expressão de tristeza, uma tristeza tão grande que faz com que o seu coração pare por um segundo. Então, você vai virar a cabeça e irá até o seu carro. Quando entrar no seu automóvel, na mesma hora, esquecerá tudo o que aconteceu.
Mas, se você escolher não pedir um menu, pergunte: "O que você tem para me oferecer?" O homem vai sorrir e responder: "O que você gostaria de ter?" Neste ponto, você pode pedir qualquer coisa do mundo. Qualquer coisa que você quiser saber, ou seja, faça qualquer desejo, e o homem vai conceder. Você pode perguntar como o assassinato de JFK realmente aconteceu. Ou você pode pedir para ser capaz de voar.
Você pode pedir um carro. Qualquer coisa. Após receber esse item em especial, você vai sair. Se olhar para trás, desta vez, o homem parecerá aflito, quase a ponto de chorar. Você vai até onde estava seu carro, mas ele vai estar vazio. Você vai ficar sozinho com você mesmo, é com o que for que você desejou.
No entanto, se você for corajoso, há uma coisa que você pode pedir, algo terrível, mas poderoso. Peça a ele o último pedaço de torta no prato que está no balcão. Ao dizer isso, o homem vai dar um sorriso e dirá: "Como você quiser". Levantando a tampa, ele vai servir a fatia para você em um prato pequeno, junto com um garfo.
Pegue o prato e coma a torta. Ela não terá um sabor especial para você, sua língua não será capaz de identificar o sabor. Coma tudo, e então devolva o prato para o homem. Você vai pegar a sua carteira, e ele vai simplesmente balançar a cabeça.
Você vai agradecer a ele e irá embora, entrará em seu carro e seguirá seu caminho. Se você olhar para trás neste momento, o homem estará pensativo, olhando para o nada.
O que esta torta vai fazer com você? Bem, quando você começar a dirigir, você vai contemplar todas as coisas. Pensamentos vão entrar em sua cabeça, e você vai conhecer as origens do universo. Você vai saber quem o verdadeiro criador deste mundo. Você vai conhecer os segredos da vida após a morte, e saberá realmente quem você é.
E quando você compreender totalmente todo o conhecimento do universo, você vai sair da estrada.

domingo, 16 de agosto de 2015

Sonic exe gameplay oficial ( cuidado)


Sonic exel

Você provavelmente já jogou algum game do Sonic pelo menos uma vez na vida, não é verdade? Mas tem um jogo do ouriço que você nunca jogou, e provavelmente jamais vai querer jogar: co nheça a história de SONIC.EXEo game demoníaco do mascote da Sega!

Existe uma coisa que o ser humano sempre irá temer: o desconhecido. E existe uma outra coisa que faz o ser humano entrar no desconhecido, alheio até mesmo aos perigos que ele pode representar: a curiosidade.

A curiosidade é o que nos move adiante e nos empurra para novas descobertas; algumas boas, outras nem tanto. E foi a curiosidade que levou um pobre fã do Sonic aos piores momentos de sua vida na lenda sinistra que você vai conhecer agora.

Tom estava em sua casa jogando tranquilamente o (famigerado) game Sonic Unleashed quando,ao olhar pela janela, reparou que o carteiro havia acabado de deixar as correspondências em sua caixa de correio.

Ele então pausou o game e foi apanhar as correspondências. Ao abrir sua caixa de correio, viu que o carteiro havia deixado apenas uma caixinha de CD e uma carta. Pela letra, Tom reconheceu que a carta era de seu amigo Kyle, de quem Tom não tinha notícias há duas semanas.

Em letras estranhas, como se estivesse com dificuldades para escrever, Kyle dizia:

“Tom,

Eu não posso mais ficar com isso, eu tinha que me livrar disso de alguma forma antes que fosse tarde demais, e eu esperava que você pudesse fazer isso por mim. Eu não consigo fazer isso, ele está atrás de mim, e se você não destruir este CD, ele irá atrás de você também, ele é rápido demais para mim

Por favor Tom, destrua este disco antes que ele venha atrás de você também… é tarde demais para mim.

Destrua o disco, e você o destruirá, mas faça isso rápido ou ele irá pegar você. E nem mesmo jogue este game, é isso o que ele quer. Apenas destrua-o.

Por favor…

Kyle.”

Tom estranhou a carta de seu melhor amigo, sumido há duas semanas, mas levianamente ignorou os avisos do game. Devia ser algum tipo de pegadinha, afinal. O que um simples game poderia fazer de mal a ele? Era apenas um game e nada mais!

Tom pegou o CD – um simples disco sem nada de especial – onde lia-se nome SONIC.EXE escrito com caneta permanente. Ao ver o nome SonicTom ficou muito empolgado, pois era fã do ouriço,então tratou de colocar o CD em seu computador para jogá-lo.

Após a instalação, a tela de abertura do game apareceu. Era o primeiro game do Sonic, um clássico que marcou gerações. Embora não fosse um jogo novo, Tom ficou imensamente feliz por poder jogá-lo novamente.

Mas uma coisa estava terrivelmente errada: ao apertar start, a tela de abertura mudou por apenas uma fração de segundo antes da tela ficar preta. A imagem que apareceu neste frame era a tela de abertura do game bizarramente distorcida, com o céu escuro, a água vermelha, e onde deveria estar escrito©SEGA 1991 estava escrito ©SEGA 666.

Para piorar, o próprio Sonic estava mudado: seus olhos estavam totalmente pretos e sangravam, exibindo um par de aterrorizantes pupilas vermelhas e brilhantes. Para piorar, estes olhos macabros pareciam olhar diretamente para Tom!

Tom achou curioso, mas foi tudo tão rápido que ele pensou que aquilo era apenas um glitch do game. Após uma tela preta, uma nova tela apareceu com três save files de Sonic The Hedgehog 3algo impossível de acontecer!

A tela que mostrava os 3 arquivos de save por si só era muito estranha: o fundo era composto por algo parecido com nuvens vermelho-escuras, como as da fase Bad Stardust Speedway do Sonic CD. E a música que tocava era estranha, bizarra, muito parecida com a que tocava no game Earthbound. 

Tom reparou nos três arquivos de save e mais uma vez se espantou: o primeiro arquivo era um save de Tails. O segundo era um save de Knuckles, personagens que sequer existiam no primeiro game do Sonic.

Ainda mais bizarro era o terceiro arquivo: um save file nomeado como Robotnik, ninguém menos que o arqui-inimigo do Sonic! Vendo todas essas coisas estranhas, Tom concluiu que aqui não eram apenas glitches ou bugs: aquilo deveria ser uma versão hackeada de algum game do Sonic. 

Esta era a explicação mais lógica, pois como seria possível o primeiro game do Sonic possuir save files do terceiro game e ainda contar com o próprio Robotnik como personagem jogável? E além disso… onde estava o Sonic?

Apesar de todas estas bizarrices, Tom não se sentiu amedrontado e resolveu encarar o desafio, escolhendo Tails para começar o game. A tela ficou preta por alguns segundos e uma macabra risada pixelada soou, muito semelhante à risada de Kefka, vilão de Final Fantasy VI.

Então surgiu uma mensagem na tela. Em uma tipografia estranha lia-se apenas “HILL, ACT 1″. Após isso, o game enfim começou, o cenário da clássica Green Hill Zone de Sonic 1 apareceu, e Tails começou a correr ao controle de Tom. 

No entanto, a fase não possuía nenhum inimigo e progredia sempre em linha reta, ao som de uma estranha música que parecia tocada de trás para frente. Após 5 minutos em linha reta, Tails encontrou algo estranho: parecia um dos animais que são salvos ao fim de cada level, mas ele estava morto.

A partir desse momento, a música invertida começou a diminuir de volume e ficar cada vez mais lenta, e uma sucessão de animais mortos começou a aparecer pelo caminho, todos dentro de sinistras poças de sangue e parecendo mutilados. Para deixar tudo ainda mais estranho, a cada animal queTails passava, sua expressão parecia ficar diferente, como se o próprio personagem estivesse ficando triste, se é que isso era possível.

No vídeo abaixo, você pode ouvir o possível tema original deste bizarro SONIC.EXE:

Ao fim da fase, os animais e a música sumiram. Tails continuou correndo até que de repente parou, e diante dele estava Sonic, de costas e com os olhos fechados. Tom estão começou a assistir o que parecia ser umacutsceneTails parecia estar feliz por rever Sonic, e foi se aproximando lentamente dele.

Conforme Tails chegava perto, um estranho som de estática surgiu e começou a ficar cada vez mais alto. Quando Tails chegou perto de Sonic – que parecia estar ignorando-o – e esticou seu braço para tocar nele, o ouriço abriu os olhos… os mesmos olhos negros com pupilas vermelhas que apareceram no início do jogo.

Depois disso, tudo ficou preto por alguns segundos, e o primeiro contato aconteceu…

No meio da tela preta, uma mensagem cabulosa apareceu para Tom:Olá. Você quer brincar comigo?”Como dito, a curiosidade nos move adiante, ela nos dá o desejo de descobrir coisas que não conhecemos, e foi a curiosidade de Tom que prevaleceu sobre seu medo neste momento. Por mais que ele desejasse parar de jogar naquele exato momento, sua curiosidade o obrigou a seguir adiante. “HIDE AND SEEK”era a próxima fase, título de nenhuma fase conhecida dos jogos do Sonic.

A fase começou, e tudo parecia em chamas. Não havia mais nada no cenário a não ser o chão e o fundo, que mostrava uma das florestas do jogo sendo consumida por um fogo insaciável. Tails estava lá, mas nesta fase ele olhava diretamente para o jogador, fazendo gestos como se estivesse em desespero, como se implorasse para que Tom o tirasse daquele lugar!

Assustado, Tom começou a correr com Tails, como se tentasse sair daquele lugar, e uma música ainda mais sinistra começou a tocar. Durante a corrida, a macabra risada de Kefka ressoou, e imagens do Sonic de olhos negros e vermelhos apareciam em todos os cantos da tela.

Então o próprio Sonic apareceu, seguindo Tails como se estivesse planando sobre o chão. Uma nova e dramática cutscenese iniciou: Tails tropeçou, caiu e começou a chorar. Sonic apareceu diante dele, com seus olhos negros por onde agora escorria sangue, e seu rosto estava diferente, apresentando um sorriso estranho, psicótico, como se ele estivesse apreciando o sofrimento de Tails, que encarava-o horrorizado.

Numa fração de segundo, Sonic avançou para cima de Tails e imediatamente um som muito alto, que parecia um grito angustaido e distorcido ecoou, e a tela ficou preta mais uma vez.

Você é muito lento, quer tentar novamente?”, desafiou o game macabro, ao som da gargalhada sinistra. Tom estava em choque com o que tinha acabado de ver: Tails estava morto, assassinado pelas mãos do próprio Sonic. 

A tela de seleção de personagens reapareceu, mas o save file de Tails estava diferente. O personagem não estava mais lá, mas no quadro acima, havia uma imagem de Tails, com olhos negros e sangrentos, pelos escuros e uma expressão mórbida no rosto. Tom imediatamente escolheu Knuckles para continuar o game, tentando fugir daquela tela com a imagem morta de Tails.

Novamente a risada maquiavélica foi ouvida em mais uma tela preta, e isso já estava causando arrepios em Tom, ele já não sabia mais em que acreditar: seria tudo isso algumglitch do jogo, uma versão hackeada ou uma brincadeira de muito mal gosto com os personagens de seu jogo favorito?

 Após alguns segundos, o nome da próxima fase apareceu: “YOU CAN’T RUN”A fase começou, o plano de fundo era a mesma imagem das nuvens vermelhas da tela de seleção dos save files, e não havia nada além do chão metálico no cenário. A música que estava tocando era uma macabra melodia bem familiar: era o tema de Giygas, o mal puro e disforme de Earthbound .

Knuckles começou a correr ao comando de Tom, mas durante sua progressão, o jogo era interrompido vez ou outra por uma estranha estática vermelha. De repente, o chão por onde Kuckles corria ficou encharcado com sangue; poças vermelhas se espalhavam pelo chão e e esguichos de sangue brotavam por todos os lados.

Sonic então apareceu diante de Knuckles, logo após isso surgiu uma tela preta com a mensagem: “fOUNd You!” (te encontrei!). A estática vermelha reapareceu e Knucklessurgiu em pânico. Na sequência, um terrível som incompreensível ecoou. Sonic então voltou a aparecer, envolto numa estranha névoa escura.

Tom já estava ficando cansado daquilo, e tentou fazer Knuckles atacar Sonic. Porém, a cada investida, Sonic apenas desaparecia ao som daquela terrível e incessante risada e reaparecia , ameaçadoramente, atrás de Knuckles.

Uma nova cutscene para assombrar ainda mais TomKnuckles, assim como Tails, estava caído no cenário, balançando a cabeça como se estivesse esgotado até o fim de sua “alma” (?!). Sonic apareceu e o atacou; a tela preta reapareceu, mas desta vez não houve nenhuma risada.

Tom ouviu um som alto e distorcido por alguns segundos. “Tantas almas para brincar, tão pouco tempo… Você concorda?” perguntava o jogo. O que era aquilo afinal de contas? Como era possível um simples game fazer aquilo com o jogador? Será que o Sonic (ou o que quer que fosse) estava tentando se comunicar com o próprio Tom? Essas perguntas começaram a pipocar na cabeça de Tom, que estava ficando cada vez mais perturbado.
Com muito esforço, Tom conseguiu libertar sua mente do jogo e desligá-lo. Exausto, ele resolveu tirar um cochilo para tentar relaxar e esquecer todo o horror que aquele jogo estava se tornando… mas isso não aconteceu.

Enquanto dormia, Tom teve o pior pesadelo de sua vida: ele estava num local de pura escuridão, iluminado apenas por uma estranha luz vinda do alto. Ao seu redor, ele podia ouvir os gritos e vozes de Tails Knuckles, que bradavam coisas como “Nos ajude…”, “Porque você nos entregou a ele?”, “Fuja daqui, antes que ele te pegue…”. 

Quando os choros e gritos pararam, Tom ouviu uma risada sinistra, não a mesma que constantemente ouvia no jogo, mas sim a risada própria do personagem Sonic, mas muito distorcida, macabra, como se fosse a voz algo que não existe… ou não deveria existir. E então ele ouviu a voz do ouriço:

“Você é muito divertido de se brincar garoto, assim como seu amigo Kyle, apesar dele não ter durado tanto… Não vai demorar muito até que você se una a ele e a todos os meus outros amigos…”.

E então Tom viu que, do meio da escuridão,Sonic caminhava em sua direção, com sua imagem indo e vindo de todas as direções. “Você não pode correr garoto. Você está no meu mundo agora. Assim como os outros…”. Sonic agarrou Tom, e ele pôde ver bem de perto aqueles terríveis olhos negros com pupilas vermelhas que jorravam sangue.

Em um sobressalto, Tom acordou deste terrível pesadelo. Suado,  o garoto estava assustado até o fundo de seu coração e só o que desejava agora era jamais er começado aquele jogo estúpido. Porém, contrariando a razão, ele voltou ao seu computador e iniciou o Sonic.exe. Agora era a vez de Robotnik encontrar seu destino.

Knuckles, assim como Tails, estava preso na tela acima de onde seu personagem deveria estar. Pelos escuros, olhos negros, uma expressão morta em seu rosto ensanguentado. A fase de Robotnik começou, seu título era simplesmente: “…”. 

O cenário desta fase não pertencia a nenhum game do Sonic. Ela progredia linearmente com sprites de tochas ao longo do caminho, com uma cortinha vermelha no topo do cenário que descia aos poucos, quase imperceptivelmente, e uma lenta música de piano, que Tom logo percebeu se tratar da música da fase HILL, ACT 1 (onde Tailsencontrara sua morte),  mas dessa vez não invertida.

Após uma longa caminhada, um lance de escadas surgiu. Enquanto Robotnik corria e descia, o cenário ia ficando cada vez mais escuro, assumindo uma mórbida tonalidade vermelha. As tochas começaram a ficar azuis, até enfim ficarem pretas, no último andar, na mais profunda escuridão.
A risada irrompeu, já indicando que algo sinistro viria a seguir. A música foi parando lentamente e, assim como aconteceu com Tails Knuckles, a figura de Sonic apareceu diante do vilão Robotnik, e junto dele, a estática vermelha tomou conta da tela por um bom tempo.

Quando a estática terminou, Tom viu uma imagem que ficaria eternamente presa em sua mente: era uma imagem do Sonic envolto em escuridão. Porém, não eram sprites, era algo muito realista, como se o personagem fosse real e estivesse do outro lado da tela.

O ouriço exibia um sorriso horripilante, como se estivesse possuído por alguma entidade maligna. Sua cara distorcida exibia dentes pontiagudos, manchas de sangue e restos do que parecia ser carne viva. Seus olhos eram totalmente escuros, como poços sem fundo, e no centro de cada um deles, aspupilas vermelhas brilhavam como algo que não é deste mundo. 

A macabra imagem olhava diretamente para Tom, como se pudesse vê-lo ali, como se olhasse diretamente para sua alma, e continuou assim por vários segundos. A imagem piscou 3 vezes com a maldita estática vermelha, e após a terceira, a risada deKefka foi ouvida novamente, mas profunda, mais distorcida… mais demoníaca.

Então uma mensagem apareceu na tela, em letras vermelhas: “I AM GOD.” (EU SOU DEUS.)

Tom começou  gritar quando a imagem do Sonic se aproximou mais da tela, abrindo a boca mais e mais enquanto emitia um grito extremamente agudo. Lá no fundo da bocarra do ouriço, havia um abismo em espiral que parecia levar para as profundezas de onde quer que este Sonicendemoniado tenha surgido. Mais uma vez, a estática tomou conta da tela, acompanhada de um som tão alto e agudo que os ouvidos de Tom vibraram de dor, obrigando-o a tapá-los com as mãos.

A tela ficou preta novamente, e em seu monitor, a seguinte mensagem apareceu: “Ready for Round 2, Tom?” (Pronto para o Round 2, Tom?). A partir daí, a risada tomou conta, Sonic ria enquanto Tom estava imóvel em frente ao seu computador, ria de forma tão clara como se estivesse dentro do quarto.

Sonic, ou o que quer que fosse aquilo atrás da tela, era uma criatura cruel, sádica, maléfica e de extremo poder, que se divertia ao causar o sofrimento dos outros. Tom começou a pensar em TailsKnucklesRobotnik e até em seu amigo Kyle. Teria aquela criatura medonha realmente matado seu amigo e seus personagens tão queridos?

round 2 começou, e a tela de seleção de personagens apareceu novamente. Lá estavam Tails e Knuckles, e agora junto a eles estava Robotnik, com sua pele cinza, bigode escuro e caído e óculos quebrados, por onde sangue escorria. Todos estavam mortos. Depois disso o computador de Tom desligou-se por conta própria e não ligou mais…

Sonic estava conseguindo o que queria, ele estava trazendo Tom para dentro de seu mundo, afogando-o em desespero, encurralando-o em um mundo de terror e escuridão.

Tom conseguiu com muito custo religar o computador, mas não conseguia de forma alguma tirar o CD do game do drive. Então, de repente, seu sangue gelou, pois ele ouviu uma voz aterrorizante às suas costas:

“Tente manter isso interessante para mim, Tom”.

Tom se virou, e gritou de desespero com o que ele viu! Sentado em sua cama, olhando diretamente para ele… havia um boneco de pelúcia de Sonic, sangrando pelos olhos!

Não se sabe qual é o fim dessa história, ou o que aconteceu com Tom, ou mesmo com o temível CD contendo o jogo Sonic.exe . A origem do dico é igualmente misteriosa.

Fica a pergunta: quem, ou melhor, o que era o Sonic que atormentou a vida de Kyle Tom? Teria o tenebroso Giygas invadido outro jogo para continuar perpetrando o terror? Tudo isso são mistério que permanecem sem solução. 

Piloto Automático

Alguma vez você já se esqueceu onde deixou seu telefone ? 

Quando você percebeu que tinha esquecido? Eu acho que você não tenha batido a mão na sua testa e gritado “puta merda, onde deixei meu celular?”. Você não sentiu falta dele, no começo. Mas provavelmente, colocou a mão no bolso e só então percebeu que não sabia onde ele estava. Então você começa a tentar se lembrar da ultima vez que o viu. 

Merda. 

No meu caso, o alarme do meu celular me acordou como sempre, mas percebi que a bateria estava fraca. Era um celular moderno e ele tinha esse hábito irritante de deixar aplicativos abertos, que drenavam a bateria durante a noite. Então, eu o deixei carregando enquanto eu tomava banho, ao invés de te-lo colocado na minha mochila como sempre. Foi um lapso momentâneo, mas foi o suficiente. Uma vez no chuveiro, meu cérebro voltou para a 'rotina' que sigo todas as manhãs. 

Eu esqueci..
Isso não foi simplesmente um deslize meu, como descobri depois. Isso é uma função do cérebro conhecida. Nossos cérebros não trabalham em apenas um nível; eles trabalham em vários. Tipo, quando você está caminhando em algum lugar, você pensa sobre o seu destino e evita os obstáculos, mas você não precisa pensar em manter suas pernas se movendo normalmente. Se pensássemos, o mundo inteiro se tornaria em um enorme e hilariante simulador. Eu nunca precisei pensar em manter minha respiração normal, preferia pensar no que comeria de café da manhã. Depois eu não me concentraria em digerir meu café da manhã, mas estaria pensando se ia dar tempo de pegar minha filha, Emily, na creche, após o trabalho, ou se ia ficar preso em outro congestionamento. Mas é essa a questão; há um nível no seu cérebro que lida apenas com a rotina, assim, o resto do cérebro pode pensar em outras coisas. 

Pense nisso. Pense no seu último trajeto. O que você realmente lembra? Pouco, se é que se lembra de algo. As tarefas mais comuns se embaraçam em uma só, e relembrar qualquer uma delas é comprovadamente difícil. Faça algo frequentemente e se tornará rotina. Continue fazendo alguma coisa e isso parará de ser processado pela parte pensante do cérebro e irá para a parte do cérebro dedicada à rotina. Seu cérebro continuará fazendo, sem você pensar nisso. Repare que você precisa pensar na rota para o trabalho tanto quanto “precisa” pensar para manter suas pernas em movimento enquanto caminha. Ou seja, você não pensa. 
A maioria das pessoas chama isso de piloto automático. Mas tem um perigo aí. Se você tem um quebra na rotina, sua habilidade de lembrar e considerar essa mudança é tão boa quanto sua habilidade de fazer o cérebro parar de seguir o modo de rotina. O piloto automático me fez acreditar que o celular estava na minha mochila o dia todo, mas o fato dele estar descarregado e que precisei deixa-lo carregando, quebrou minha rotina da manhã. Eu entrei no chuveiro como sempre e rotina começou. Com exceção do celular não estar na mochila. 

Piloto automático ativado. 

Meu cérebro estava de volta à rotina. Tomei banho, me barbeei, ouvi o rádio dando a previsão de um clima incrível, dei à Emily seu café da manhã e a coloquei no carro (ela estava tão adorável naquela manhã, reclamando do calor e do “sol mal” cegando-a, dizendo que ele a impediu de dormir no caminho para a creche) e saí. Essa era a rotina. Não importava se meu telefone estava no balcão, carregando silenciosamente. Meu cérebro estava na rotina e meu celular deveria estar na minha bolsa. Então esqueci meu telefone. Nenhum deslize. Nenhuma negligência. Nada além do meu cérebro entrando no modo rotina e se esquecendo dos fatos. 

Piloto automático ativado. 

Fui para o trabalho. Era um dia quente. O volante estava escaldante quando sentei. Acho que ouvi Emily sentar atrás do meu banco, para ficar longe da minha vista. Mas fui para o trabalho. Mandei relatórios. Participei da reunião da manhã. Mas a ilusão não foi quebrada até eu tirar um rápido intervalo para o café e pegar meu telefone. Eu refiz os passos mentalmente. Me lembrei da bateria terminando. Me lembrei de tê-lo colocado para carregar. Eu lembrei de tê-lo deixado lá. 

Meu telefone estava no balcão. 

Piloto automático desativado. 

Novamente, é aí que mora o perigo. Até aquele momento, o momento em que fui pegar meu telefone e quebrei a ilusão, aquela parte do cérebro ainda estava no modo rotina. Não havia razão para questionar os fatos da rotina; é por isso que é uma rotina. Pura repetição. Não é como se alguém fosse dizer “Por que você esqueceu o seu telefone? Isso não lhe ocorreu? Como poderia ter esquecido? Você deve ser negligente”; esse não é o ponto. Meu cérebro estava me dizendo que a rotina estava normal, apesar do fato de que não estava. Não é que eu tenha esquecido o telefone. De acordo com o meu cérebro, de acordo com a rotina, meu telefone estava na bolsa. Por que eu iria pensar em questionar isso? Por que eu checaria? Por que eu me lembraria de repente, do nada, que meu telefone estava no balcão? 
Meu cérebro estava preso à rotina e a rotina dizia que meu telefone estava na bolsa. 

O dia continuou quente. O mormaço da manhã deu lugar ao implacável calor febril da tarde. O asfalto borbulhava. Os raios diretos de calor ameaçando a rachar o pavimento. As pessoas trocavam cafés por refrigerantes gelados. por Jaquetas descartadas, mangas arregaçadas, gravatas afrouxadas, sobrancelhas enxugadas. Os parques lentamente sendo ocupados por pessoas tomando banho de sol e fazendo churrascos. Janelas estalando com o calor e ameaçando deformar. O termômetro continuava a subir. Ainda bem que os escritórios tinham ar condicionado. 

Mas, como sempre, esse inferno de dia deu lugar a uma noite mais fria. Tempo é dinheiro. Ainda me xingando por ter esquecido o telefone, dirigi para casa. O calor do dia havia assado o interior do carro, deixando um cheiro horrível. Quando cheguei na entrada da garagem, as pedras foram trituradas confortavelmente embaixo dos pneus, enquanto minha esposa me saudou à porta. 

- Onde está a Emily? 

Merda. 

Como se ter esquecido o telefone não fosse ruim o bastante. Depois de tudo isso, eu deixei a Emily na porra da creche. Imediatamente, acelerei até a creche. Cheguei até a porta e comecei a praticar minhas desculpas, imaginando vagamente se poderia sair dessa vergonha com meu charme. Eu vi um pedaço de papel preso na porta. 

“Devido aos vandalismos durante a noite, por favor use a entrada lateral. Apenas hoje.” 

Durante a noite? O quê? A porta estava boa está manh… 

Eu congelei. Meus joelhos tremeram. 

Vândalos. Uma mudança na rotina. 

Meu telefone estava no balcão. 

Eu não estive aqui essa manhã. 

Meu telefone estava no balcão. 

Eu passei direto pois estava bebendo meu café. Eu não larguei a Emily. 

Meu telefone estava no balcão. 

Ela moveu seu assento. Eu não a vi no espelho. 

Meu telefone estava no balcão. 

Ela adormeceu no carro. Ela não falou quando eu passei pela creche. 

Meu telefone estava no balcão. 

Ela mudou a rotina e eu esqueci de traze-la. 

Meu telefone estava no balcão. 

Nove horas. Aquele carro. Aquele sol escaldante. Sem ar. Sem água. Sem energia. Sem ajuda. Aquele calor. Um volante quente demais para tocar. 

Aquele cheiro. 

Eu andei até a porta do carro. Tremendo. Chocado. 

Eu abri a porta. 

Meu telefone estava no balcão e minha filha estava morta. 

Piloto automático, desligado.

A Casa Sem Fim 2 - Maggie

Já se fazia três semanas que eu não ouvia noticias de David. Nos seis meses que namoramos, ficamos no máximo três dias sem nos falar. Não havia nada fora do comum na ultima vez que o vi, ele tinha mencionado que estava indo verificar uma coisa que um amigo lhe contou. Naquela noite eu ainda recebi um SMS um pouco estranho de David, mas não era de seu número. Era uma mensagem de apenas seis palavras.

“Casa sem fim, não venha! David.”

Tinha alguma coisa errada. Depois que li esse texto me senti enjoada, como se eu tivesse visto algo que não devia. Eu decidi logar na conta de Messenger dele para ler suas ultimas conversas. As mais recentes era com Peter, um dos seus melhores amigos, um viciado e burro, mas pelo menos ele podia ter algumas informações sobre onde David poderia estar. Assim que entrei, imediatamente recebi mensagens.

- David? Puta merda cara, você me deixou preocupado. Pensei que tivesse ido para aquela casa.

- O que você quer dizer?

- A casa sem fim, cara, eu podia jurar que você tinha ido para lá.

Casa sem fim, esse cara sabia o que estava acontecendo.

- Pois é... Eu não consegui encontra-la. Talvez eu tente ir lá amanhã. Me passa o endereço de novo?

- De jeito nenhum! Você já me preocupou demais, eu estive naquele lugar, acredite em mim, você não vai querer ir naquele lugar.

- Peter, aqui é a Maggie.

- Espere... O que? Onde está o David?

- Eu não sei, pensei que você poderia saber, mas aparentemente não.

- Puta merda! Merda, merda, merda!

- O que foi? Sério Peter, você precisa me dizer o que está acontecendo.

- Eu acho que ele entrou naquela casa. Não é longe, talvez quatro milhas abaixo, em Terrence. Seguindo a estrada marcada e virar a direita. Puta merda! Ele se foi!

- Não, eu não acho que ele se foi.

- O que você está pensando em fazer?

- Eu vou trazê-lo de volta.

Eu parti para a procura dele na mesma noite em torno das oito. Não havia um único carro em toda viagem, e quando virei para uma rua sem nome, vi uma placa com uma seta.

“Casa sem fim// Aberto 24 horas”

Minha respiração estava ofegante desde que saí de casa, e ver a tal casa sem fim não ajudou em nada. Não havia outros carros ao redor, o que me fez pensar que talvez não estivesse aberto. A luz da varanda da frente iluminou a área circundante, e pelas janelas se percebia que as luzes estavam acessas do lado de dentro. Eu estacionei meu carro e caminhei até a porta da frente.

O lobby era normal, e como eu previ, não havia ninguém lá. Todas as luzes estavam acesas, mas ninguém estava lá. Apenas um banner dizendo:

“Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!”

Isso por si só não deu medo, mas o que me causou um frio no estômago, foi um rabisco logo abaixo em vermelho escrito à mão:

“Você não vai conseguir salvá-lo”.

Devo ter ficado no lobby por uma hora. Eu estava congelada. Eu não sabia como continuar. Será que deveria ir até aquela porta? Será que eu deveria chamar a polícia? Depois de ler o aviso eu pensei um pouco mais, eu sou uma garota de estatura baixa e muito fraca, eu não seria a pessoa ideal para lutar contra um possível psicopata que estivesse mantendo o David como refém. Eu decidi que chamar a polícia era a melhor opção, então coloquei a mão no meu bolso e abri meu celular para ligar.

Sem sinal.

A casa devia estar bloqueando o sinal, ela fica basicamente no meio do nada.

Caminhei em direção à entrada, imaginando que eu teria sinal do lado de fora. Cheguei à maçaneta, virei e nada. Eu sacudi com mais força. Ela estava trancada pelo lado de fora. Bati minhas mãos contra a porta e gritei, mas ninguém podia me ouvir. Eu sabia que era inútil, não havia ninguém aqui exceto eu.

Então eu senti uma vibração no meu bolso. Abaixei-me e olhei para meu celular. Uma mensagem não lida. A princípio eu fiquei feliz por ter sinal, talvez fosse uma mensagem de David que ele estivesse bem. Era uma mensagem de um número desconhecido, eu pressionei para ler a mensagem e quase deixei o celular cair.

“Você não pode salvar nem mesmo a si mesma.”

Meu corpo inteiro estava tremendo. Eu queria sair dessa casa. Eu estava presa lá. Meu celular estava sem serviço em uma sala sem saída. Meus olhos percorreram a casa e pousou na porta do outro lado da sala com um número “1” na frente, parecia como uma porta de hotel.

Eu caminhei até ela.

Eu estava a poucos centímetros e coloquei meus ouvidos contra a madeira para tentar ouvir. Tudo que eu ouvia era uma música distante de Halloween. Apenas um instrumental assustador que você ouviria em qualquer casa mal assombrada falsa. De repente eu fiquei um pouco mais calma. David sempre foi conhecido por suas pegadinhas. Ele me contava como sempre ia fundo quando queria pregar alguma peça em alguém nos tempos da escola. De alguma forma, um sorriso se formou no meu rosto e eu abri a porta sem medo.

Entrando no primeiro quarto, meus medos aliviaram ainda mais. O quarto era uma tentativa completamente fracassada de uma casa mal assombrada. Em cada canto havia um espantalho, mas não chegavam nem perto de ser assustador. Era do tipo das festas de escola, com grandes rostos sorridentes. Fantasmas de papel pendurados no teto e um ventilador no canto. Ao lado de um dos espantalhos, novamente tinha a única porta na sala e estampado na parte da frente, semelhante à da primeira porta, era um grande número “2”. Eu ri e caminhei para ela.

Quando eu abri a porta do quarto “2”, eu não podia enxergar dois palmos à minha frente. Ele foi completamente preenchido com uma névoa cinzenta que cheirava a borracha. Imaginei que tinha alguma maquina de fumaça no quarto que devia estar ligada já há muito tempo e parecia não haver janelas para toda essa fumaça sair.

Caminhei lentamente para frente e soltei um gritinho. Eu tinha colidido em linha reta com um grande robô do Jason Vorhees. Seus olhos brilhavam na cor vermelha e segurava um facão de cima para baixo como se estivesse fazendo um movimento para atacar alguém. Meu coração estava disparado e se alguém estivesse comigo eu estaria completamente envergonhada. Eu cobri minha boca e fiz meu caminho passando pelo Robô do Jason, o nevoeiro parecia estar aumentando, então eu finalmente avistei na minha frente a porta para o quarto número “3”. Coloquei minha mão na maçaneta e rapidamente soltei, ela estava extremamente quente, eu coloquei minha mão na porta de madeira e ela também estava quente, aproximei meu ouvido para tentar ouvir do outro lado da porta um incêndio talvez, mas não ouvi nada.

Pensei que era apenas um aquecimento elétrico proposital. Envolvi a maçaneta com um canto do meu vestido e virei o mais rápido que pude e me atirei no quarto “3”. Não havia fogo. Apenas trevas e muito frio.

Esse terceiro quarto não era como os outros em nenhum aspecto.

Naquele momento, eu sabia que algo não estava certo. Eu tentei fazer alguma coisa, mas eu não conseguia nem ver minhas mãos segurando a maçaneta da porta que agora não estava lá. Eu estava presa. Como se eu tivesse dado meia volta na escuridão, mesmo que eu não tivesse movido um músculo desde que entrei. Naquele momento, uma luz no teto acendeu. Um único holofote apontando diretamente para baixo, iluminando uma pequena mesa, e sobre esta mesa havia uma lanterna.

Mesmo que eu não conseguisse enxergar nem mesmo o chão onde eu estava pisando, eu segui em direção à mesa iluminada. Quando peguei a lanterna notei uma pequena etiqueta fixada nela dizendo.

“Do gerente - Para Maggie”.

No momento em que eu terminei de ler, a luz acima de mim quebrou e outra vez, fiquei no escuro. Eu me atrapalhei com a lanterna por um segundo antes de conseguir liga-la.

Pelo que parecia vir de todas as direções, um zumbido me cercou. Meu coração estava acelerado e eu comecei a girar no lugar, lançando a luz da lanterna ao meu redor. Não havia nada no quarto, mas depois de um tempo notei algo aterrorizante. Poderia ter sido apenas minha imaginação, mas eu podia ver uma figura sempre fugindo seja lá pra onde eu apontava a luz. Comecei a entrar em pânico. Fui me afastando da mesa sem saber para qual direção eu estava indo.

O zumbido foi ficando mais alto e depois eu comecei a sentir a presença do que quer que fosse que estava desviando da luz. Minhas mãos tremiam descontroladamente enquanto eu freneticamente brilhava a lanterna para qualquer direção. Aquilo estava sempre lá, escapando de volta para a escuridão, mas cada vez mais perto. Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu pensei que iria largar a lanterna por eu tremia muito, até que eu vi. A luz apontada diretamente para um número “4”. Ele foi escrito em um pedaço de papel e colado com fita adesiva na porta. Eu corri. Corri o mais rápido que pude com a lanterna apontada diretamente para minha frente. Eu podia senti-lo atrás de mim. O zumbido foi ficando mais alto e já podia sentir uma respiração no meu pescoço. Eu estava correndo e faltavam mais alguns metros para chegar. Em apenas um movimento eu peguei a maçaneta, virei e bati a porta atrás de mim.

Eu estava no quarto número “4”.

Eu estava lá fora. Eu não estava mais na casa. O que me esperava depois de abrir a porta da sala “4” parecia ser uma caverna. Olhei para o chão e notei algo estranho e perturbador. O chão não era feito de grama, ou pedra, ou sujeira, eram pisos de madeira. Era o mesmo piso dos quartos anteriores. Este era o quarto número “4”. De alguma forma eu ainda estava dentro da casa.

Havia tochas montadas nas paredes rochosas ao meu lado, e para além da caverna estava escuro como o breu. As tochas pareciam que podia ser retiradas da parede por baixo, então caminhei até a mais próxima e retirei para iluminar meu caminho. Meu corpo está suando, eu fiz meu caminho lentamente para dentro da caverna.

O zumbido se foi, espero que para sempre. Depois disso não ouvi barulho algum na caverna, apenas uma pequena brisa. A caverna parecia se estender eternamente, eu já estava andando nela há horas, até que vi uma luz azul fraca. Eu andei até ela, com cautela, mas um pouco acelerado. A luz era uma abertura a extremidade do túnel. Eu cheguei ao fim dessa caverna, mas não havia mais chão adiante, o fim era um penhasco e não havia outro caminho para seguir. Eu olhei de volta para trás para a caverna de onde eu vim, eu sabia que não havia volta. Eu fui até a borda do penhasco e olhei para queda abaixo. Eu senti um calafrio percorrer meu corpo inteiro. O que eu vi foi um oceano, água ao redor com mais nada a minha vista. Era uma queda de centenas de metros, com uma formação de rochas.

Meu corpo congelou quando percebi que as rochas lá embaixo formavam um “5”.

Assustada eu me afastei da borda. Eu odiava alturas. Eu me afastei até ser barrada por um muro que não estava lá até pouco tempo atrás; Eu me virei ainda mais assustada com uma visão aterradora. Não havia mais caverna, eu estava cara a cara com uma parede sólida. Eu me mantinha dizendo que ainda estava na Casa Sem Fim.

Eu tinha que estar!

É evidente que não havia montanhas na cidade! Mas parecia tão real.

Olhei novamente para o precipício. Não podia ser real. Essa casa estava mais confusa agora. Mas o que ela esperava que eu fizesse agora era demais. Eu sabia o que aquelas rochas lá em baixo significava. Essa era a entrada para o quarto número “5”, mas não havia escadas nem nenhum caminho para chegar até lá embaixo. A casa queria que eu saltasse.

Eu caí no chão me encolhendo. Eu não podia fazer isso, não conseguiria saltar de um penhasco de centenas de metros em uma formação rochosa irregular. Minha mente estava dividia em duas. Eu sabia que ainda estava dentro da casa, mas tudo que eu via ao meu redor me dizia o oposto. Eu fiquei lá no chão de madeira por um tempo, naquele momento eu já tinha perdido toda a noção do tempo.

Depois do que pareceram semanas, eu finalmente me levantei e fiz meu caminho até a borda do penhasco e olhei para baixo.

As rochas formando o “5” pareciam zombar de mim. A casa sabia que eu não conseguiria evitar provocações. Então aquele zumbido retornou, um zumbido baixo e distante, parecia vir de trás de mim, ressoando dentro da montanha. Eu não sei o que deu em mim, mas depois de ouvir esse som, algo dentro de mim se iluminou.

Eu fechei meus olhos e saltei.

O vento da queda contra meu rosto prendia meu fôlego e um medo profundo tomou conta de mim.

Eu ia morrer.

Eu ia colidir com as pedras e morrer.

Elas iam me partir em mil pedaços e eu ia morrer.

Eu não me atrevi a abrir meus olhos, apenas continuava caindo desesperada. O vento forte contra meu rosto continuava e o zumbido era agora ensurdecedor.

Então tudo acabou.

Eu não estava mais em queda, eu nunca atingi as pedras. Eu abri meus olhos e olhei em volta. Eu estava de pé sobre os pisos de madeira familiar da casa. O zumbido se foi e o silêncio tomou seu lugar. Eu consegui! Eu estava no quarto “5”. Eu não sei como isso aconteceu, mas eu estava lá. O sentimento de medo se foi, e eu estava incrivelmente feliz por estar viva. Depois de alguns momentos me recompondo e decidi olhar em volta para o resto da sala.

Minha felicidade durou pouco.

O quarto estava vazio, as paredes combinavam com o chão, e o teto combinava com as paredes, e nas paredes não havia portas ou janelas. Eu estava em uma caixa selada.

Eu não sabia como cheguei aqui, mas não havia forma de sair!

Naquele momento eu me perguntei se David tinha estado nesta sala, eu me perguntei se ele tinha saltado do penhasco e acabou nessa sala. E se ele fez, significa que ele conseguiu sair. Ele não estava aqui, eu estava sozinha. Ele conseguiu sair e eu faria o mesmo.

O pensamento de que David conseguiu escapar era minha única fonte de confiança que encontrei. Eu estava indo para encontrar um jeito de sair dessa sala, encontrar David e tira-lo para fora daqui. Eu andei por todo quarto, perímetro por perímetro passando minhas mãos pelas paredes para sentir qualquer coisa diferente que pudesse revelar a saída.

Nada.

As paredes eram impecáveis, apenas alguns arranhões, mas nada de uma passagem secreta. Comecei a bater em alguns lugares aleatórios nas paredes, Mas tudo era completamente sólido. A confiança começou a diminuir, eu estava começando a ficar sem ideias.

E foi ai que ela falou comigo.

- Maggie, você não deveria ter vindo aqui, Maggie.

Minha pele quase saltou de mim se fosse possível. Eu ainda estava de frente para a parede e a voz tinha vindo do meio da sala. Era uma voz de uma garotinha, pelo menos era o que parecia.

Eu me virei lentamente.

Eu estava certa, era uma menina loira, não mais que sete anos de idade, com os olhos azuis e um longo vestido branco. Ela sorriu para mim e falou novamente.

- Mas agora que você está aqui, vamos jogar um jogo.

Havia algo horrível sobre aquela menina. Ela não era assustadora como aquelas garotas de filmes de terror japoneses, ela parecia completamente normal. Se eu a visse na rua passaria despercebido. Mas olhando em seus olhos, senti um terror completo. Saltar do penhasco foi assustador, mas eu pularia de vinte vezes mais alto do que ficar sendo encarada por um minuto com aquele olhar em seus olhos sem alma. Depois de um momento de olhar, eu finalmente falei.

- Que jogo? Quem é você? – Eu murmurei.

- Se você perder, você morre.

- E se eu ganhar?

- Ele morre.

Meu coração se afundou, eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo, mas eu sabia que ela estava dizendo a verdade.

- O que vai ser? – Ela sorriu

- Nada – Eu não sei onde encontrei coragem para responder esta criança demônio, mas eu não vim de tão longe simplesmente para deixar David morrer, e se eu morresse tudo isso foi em vão.

Eu escolhi não jogar.

Mas então eu vi.
A razão pela qual a menina me aterrorizava. Ela era mais do que uma criança. Olhando para ela, eu também vi o que parecia ser um homem grande coberto de fumaça, com a cabeça de um carneiro. Era uma visão horrível. Eu não podia ver um sem deixar de ver o outro. A menina ficou a frente de mim, mas eu sabia qual era sua verdadeira forma.

Foi a pior visão que eu já tinha visto.

- Péssima escolha – E com isso ela se foi.

Eu estava sozinha novamente em uma sala vazia e silenciosa. Só que dessa vez algo foi adicionado. Uma pequena mesa apareceu do nada, como se estivesse lá o tempo todo. Havia algo sobre ela, mas eu não podia ver de onde eu estava. Fui até a mesa e olhei par ao pequeno objeto.

Era uma pequena navalha, como uma que você encontraria em um estilete. Estendi a mão e peguei então um grito saiu de minha boca.

Quando estiquei minha mão, vi algo que nunca existiu antes. Havia uma marca no meu pulso, parecia uma tatuagem verdadeira com um único número “6”. Eu olhei de volta para a navalha e notei uma etiqueta fixada nela dizendo:

Do Gerente - Para Maggie
*Pensei que precisaria disso*

Depois de ler a nota, eu comecei a chorar incontrolavelmente. Lágrimas pesadas corriam pelo meu rosto de uma forma que nunca aconteceu em toda minha vida.
Eu caí no chão, permaneci lá por horas chorando. Não sabia mais se se tratava sobre David ou sobre me manter viva, não havia mais portas nessa sala, eu ainda estava presa. Mas ainda não era por isso que eu estava triste. Eu estava em depressão mais profunda possível. Completa depressão sem emoção. Eu me sentia vazia, e arranhei meu caminho até a mesa. Meus olhos caíram sobre a navalha, eu a peguei.

Eu ia me matar! Eu não podia lidar mais com isso! David provavelmente já estava morto! Eu estava presa aqui! Este era o fim!

Eu pressionei a lâmina contra meu pulso, logo acima do “6” que tinha aparecido na minha pele. Meus soluços voltaram, e eu fiquei sobre aquela dor agoniante e chorando coma a navalha pressionando contra meu pulso. David estava morto, e eu estava prestes a morrer. Nada mais importava e com um corte profundo eu passei a lâmina no braço.

Imediatamente após o corte no meu pulso, eu já não estava no quarto “5” e eu não morri. A depressão foi embora, mas eu não estava feliz. Lágrimas ainda escorriam pelo meu rosto. O quarto que eu estava era semelhante ao anterior e novamente não havia portas. Não havia qualquer lâmpada, mas de alguma forma que era capaz de ver tudo com clareza. O quarto estava completamente vazio, mas antes que eu tivesse tempo de pensar no que fazer em seguida, ele ficou escuro e o zumbido de antes voltou. Tapei meus ouvidos em protesto, era mais alto do que jamais foi, mas acabou em um momento e as luzes voltaram, só que desta vez algo foi adicionado ao quarto.

E então eu gritei.

Lá no meio da sala, amarrado por correntes, completamente nu estava David.
Parecia que ele foi torturado, cheio de marcas de facadas no peito e braços.

-DAVID! – Eu corri até ele o mais rápido que pude.

Ele estava consciente, eu vi seu peito se encher e esvaziar, ele estava respirando, mas não estava falando. E foi ai que eu vi o que estava gravado em seu peito.

Eu caí de joelhos quando vi.

Um “7” olhou para mim como se tivesse olhos.

Ouvi David tentar falar, e fui até mais perto do que conseguia.

- David! Davi, você pode me ouvir?!

- Maggie... O que você tá... O que você tá fazendo aqui? – Sua voz era suave, mas ele estava falando e eu era grata por isso.

- David! Estou tentando salvá-lo. Como posso te soltar? – Olhei ao redor da sala para tentar encontrar qualquer tipo de chave, mas tudo que encontrei foi uma faca pelos cantos. O metal era muito grosso, era uma faca mortal. Voltei para David, parecia que ele estava à beira da morte, então senti meu bolso vibrar. Eu me assustei e peguei o telefone no meu bolso. Como eu suspeitava uma mensagem não lida. Eu abri a mensagem que dizia:

“Este não sou eu.”.

Eu não sabia o que pensar. David estava bem ali na minha frente, mas essa mensagem veio do mesmo número que me contatou. É da primeira mensagem que recebi onde David mencionou sobre a Casa Sem Fim.

- Maggie... – Eu ouvi a voz dele claramente com meus ouvidos. Parecia que a voz vinha de todos os lados. – Maggie... Você tem que ir em frente.

- O que você está falando? Como? – Eu estava cara a cara com David, ou quem quer que fosse acorrentado ali.

- Essa faca... – Ele fez um leve movimento com a cabeça em direção ao canto. – Vá buscá-la. – Eu corri e imediatamente voltei com a faca apertada em minhas mãos. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo, mas eu precisava salvá-lo e faria alguma coisa...

- Agora me esfaqueie no peito.

- O que? – Fiquei chocada. David pendurado ali, olhando diretamente nos meus olhos.

- Você tem que enfiar essa faca no meio desse “7” em meu peito. É a única maneira de nos salvar.

- Não... - Eu tropecei para trás – Não, o que você está dizendo não faz nenhum sentindo!

- Maggie! – Ele estava gritando agora, seus olhos parecia frenéticos, o lado de sua boca se curvou em um sorriso torcido. – Maggie, me apunhalar agora é o único caminho!

Olhei para a faca na minha mão, minha cabeça parecia como se tivesse sito atingida por um bastão. Eu estava perdida completamente. Eu apertei meus olhos fechados e senti a faca na minha mão.

- MAGGIE! – E com o grito e um impulso esfaqueei o peito de David.

Eu não sei o que deu em mim, eu só aceitei que era a única maneira.

Abri meus olhos e vi o rosto dele.

Ele estava apavorado.

Lágrimas deslizavam por suas bochechas e David me olhou nos olhos.

- Por que... Você... Fez isso...?

Ele não podia me enganar. Eu sei que não era David. Não podia ser!

Seus olhos rolaram para trás quando morreu, mas foi ai que ele mudou. O “7” em seu peito se foi, o sangue escorria no chão formando uma piscina abaixo de mim. O líquido vermelho se estendendo em todas as direções, o círculo quase encheu a sala, e eu comecei a afundar. Tentei me mover, mas não conseguia. Era como areia movediça. O sangue estava até meus joelhos agora, Quanto mais eu tentava lutar, mais eu afundava. Estava até meu peito agora. O corpo sem vida de David estava pendurado acima de mim, sorrindo. O sangue chegou ao meu pescoço, eu estava apavorada e em pouco tempo submersa eu caí na escuridão.

Quando acordei, eu estava fora da casa. Eu podia sentir a terra fria abaixo de mim.
Eu rolei para trás e olhei o céu noturno. A Casa Sem Fim erguia acima de mim, com meu carro estacionado no mesmo lugar que eu deixei. Eu não tinha certeza se deveria rir ou chorar. Eu estava fora. Levantei-me espanando minhas calças. Meu corpo ainda estava tremendo enquanto eu caminhava para meu carro, mas um sentimento de mal-estar tomou conta de mim.

Não havia maneira de eu ter escapado. A casa não iria me deixar ir. Algo não estava certo. Eu sabia. Eu sabia que não matei David no quarto “6”. Eu sabia que não fiz isso. Mas eu ainda não sabia onde encontrar ele. Abaixei-me para o meu bolso e peguei meu celular. Não havia mensagens não lidas. Mas tinha sinal. Eu abri e comecei a escrever uma mensagem para David.

“Onde você está?”, Dentro de um segundo após enviá-la eu recebi uma resposta. Eu pressionei para ler animadamente.

“Quarto ‘10’, você está no ‘7’” – Então o zumbido ensurdecedor retornou.

Eu saí correndo. Eu não sabia para onde estava indo, mas eu sabia que não estava lá fora. Eu ainda estava na casa. O zumbido sacudiu tudo ao meu redor. Ele balançou as arvores e o próprio ar. Eu precisava encontrar um “8”, eu precisava encontrar a próxima sala. Era minha única chance! Eu precisava encontrar o quarto número “8”. Os primeiros quartos eram óbvios, mas quanto mais eu progredia, menos claro eram onde ficava a porta para o próximo. Agora eu não fazia ideia do que eu estava procurando, eu só tinha meu celular. Eu precisava encontrar um “8”, precisava encontrar um “8”, precisava encontrar um...

*Uma mensagem não lida*

“Seu endereço”.

Que diabos ele quis dizer? O meu endereço? Enfiei meu telefone de volta no meu bolso, o zumbido foi crescendo cada vez mais alto. E foi ai que me toquei. O meu endereço, O meu endereço, O meu endereço...

Condomínio Florestal, 4896...

Não podia ser. Não podia Ser.

Oitavo andar.

Entrei no meu quarto e bati a porta. O zumbido sacudiu o metal do carro e parecia me seguir para dentro. Eu fiz o caminho para meu apartamento.

Nada disso fazia sentido. Como o quarto número “8” podia ser meu apartamento? Devo ainda confiar nessa mensagem? Ela foi enviada por David, eu sei que foi. Não havia razão para não confiar nele. Demorou pouco tempo para chegar. Eu me atrapalhei com as chaves e fiz meu caminho para as escadas já que o elevador estava em manutenção. Este condomínio era enorme, subi o mais rápido que pude, passei o quarto andar, o quinto, minha cabeça estava girando, essa noite foi pesada, passei o sexto, quanto mais eu me aproximava mais longe o zumbido parecia ficar, quando cheguei ao sétimo andar eu mal podia ouvi-lo mais. E quando parei em frente meu andar estava completamente silencioso. Eu estava de pé ao meu apartamento. O pequeno “8” estava ao nível dos meus olhos. Estendi a mão na maçaneta e lentamente deslizei minha chave, a porta se abriu e eu fui sugado como um vácuo, a porta bateu atrás de mim.

Quarto número “8”, me levantei do chão e olhei em volta. Ele era idêntico ao meu apartamento. Se eu não soubesse das armadilhas da Casa Sem Fim, eu teria jurado que estava em casa e que tudo foi um sonho ruim. Meus pensamentos eram sobre David, e me perguntei o que o quarto “8” foi para ele, o que a casa lhe mostrou?

Eu andava e estudava a área. Literalmente, tudo estava como eu deixei, até metade da comida chinesa ao lado da pia. Olhei para minha mesa de computador, O MSN ainda estava aberto. Fui até lá e me sentei em frente dele, percorrendo minha conversa com Peter. Olhei lá, palavra por palavra. A casa sabia de tudo isso. Para ser honesto, eu fiz o possível para não pensar sobre isso, a resposta, sem duvida era melhor eu não saber. Eu tentei clicar fora da janela do MSN, mas não deixava. O computador travou. Tentei minimizar, Nada. Tentei Ctrl+Alt+Del, Nada. Tirei o computador da tomada, Nada. Eu olhei para a lista de pessoas na conversa e havia dois nomes; Maggie e Gerente. O ícone de Web Cam estava verde, mas tudo que mostrava era uma parede cinza. Em seguida uma mensagem do gerente apareceu como notificação.

- Espero que tudo esteja como você deixou :)

- Quem é você? – Respondi.

- Aproveite o show :) – E com isso a câmera ligou. A câmera focou em um jovem amarrado a uma mesa de cirurgia. Ele estava completamente nu e chorando baixinho para si mesmo. A imagem não era clara, mas eu pensei reconhecer o homem deitado ali. Ele tinha cabelo curto, marrom, era alto e uma pele pálida.

- Isto é o que acontece quando as pessoas tentam me enganar :)

Foi quando eu me dei conta de quem era. Amarrado à mesa cirúrgica era Peter Terry. E ele não estava sozinho.

Eu não quero descrever o que vi naquele momento. Os gritos, os sons que Peter faziam eram diferentes que tudo que já ouvi de um ser humano. Eu não conseguia desviar o olhar. Eu queria, mas acho que era o poder daquele quarto, eu não conseguia desviar o olhar. Peter soltou um último grito de gelar a alma, mas eu não ouvi através das caixas de som do computador, o som vinha do meu quarto.

Meu coração afundou quando me virei em direção ao corredor. Eu me levantei da cadeira e ainda podia ouvir os gritos que emanavam enquanto caminhava em direção a sua fonte. Cheguei à porta do meu quarto e os gritos agora foram substituídos pelo zumbido. Abri a porta devagar, eu vi dentro do meu quarto um notebook, a mesa cirúrgica com o que restava de Peter Terry espalhado pelos cantos. Mas ninguém mais estava lá. Mas um arrepio me percorreu de volta. Uma porta que não havia antes aqui com uma placa escrito “Administração”. Andei mais perto da mesa, o cheiro era horrível e dei o melhor de mim para não vomitar. Eu sabia que estava chegando ao fim. Olhei ao redor da sala. Em algum lugar aqui era a entrada para o próximo quarto. Tinha que ser. E foi mais simples do que eu esperava. Na mesma porta com a placa de Administração, um “9” se formou com as entranhas do Peter Terry.

Eu me senti mal por Peter, mas eu tinha ido ao inferno naquela noite. Andei direto, passei pela mesa, peguei um bisturi longo e não dei nem uma segunda olhada para o corpo. A última porta estava lá e eu caminhei até ela. Esta noite estava prestes a terminar e eu sairia daqui junto com David. A porta se abriu com facilidade e eu atravessei.

Eu vi o que estava esperando por mim.

Era uma sala vazia, se assemelhava a uma sala de espera de um consultório médico. Havia algumas cadeiras que revestem os cantos das paredes e algumas revistas velhas no canto.

Do outro lado da sala, no lado oposto de onde entrei, havia uma única porta. Meu coração afundou quando li o rotulo impresso na madeira. Não era um número. Era uma única palavra.

“GERENTE”

Eu apertei o bisturi na mão.

- Tudo bem, eu estou me fudendo para que isso termine logo.

Eles estariam do outro lado da porta. Eu podia sentir isso. E David estaria lá!
O zumbido era mais alto do que nunca antes. Eu podia senti-lo dentro de mim e ficava ainda mais alto enquanto eu caminhava e quando coloquei a mão na maçaneta tudo se silenciou novamente. Virei a maçaneta e abri a porta. A sala de espera não era para nenhum consultório. Era o lobby. A entrada da casa, onde todo esse inferno começou. Só que desta vez, havia alguém atrás do balcão.

Meu coração pulou para fora do meu peito quando vi quem era.

Era Petter Terry.

- Olá Maggie.

- Peter? – Não, não era possível – Como? Por quê?

- O que você estava esperando? Um fantasma? Satanás? Alguma garotinha assustadora? – Ele estava sorrindo.

- Que merda está acontecendo aqui?

- Maggie. Vamos; Basta você pensar por dois segundos. Quem foi que disse para o David sobre este lugar?

- Você... Não...

- Quem lhe contou sobre o paradeiro de David aqui?

- Maldição Peter! Ele era seu amigo!

- Eu sinto muito Maggie, mas é assim que funcionam os negócios aqui.

-Onde ele está? Onde ele está?

- Ele está aqui com a gente na casa Maggie. E ele não vai a lugar nenhum. E nem você.

Eu não sei o que deu em mim, mas eu perdi o controle, eu pulei no balcão e empurrei Peter no chão. Peguei a cabeça dele e bati com força no chão de depois atravessei seu pescoço com o bisturi. Eu queria mata-lo. Eu tinha que mata-lo. Ele matou David. Eu não deixaria ele me matar.

- Maggie, você não pode. Sempre haverá alguém para administrar a Casa.

- Não! – Enfiei a faca na garganta e bati novamente a cabeça dele no chão. – Não haverá mais!

Ele morreu então a sala ficou escura, mas eu ainda podia sentir o bisturi me minhas mãos e a cabeça dele no chão. Não sei quanto tempo eu e o corpo dele ficamos na escuridão, mas pareceu muito tempo.

Me levantei, segurando na mesa para me equilibrar. Em seguida as luzes se acenderam. Eu podia ver as janelas em todas as salas, ainda era noite.

Olhei por uma janela e vi David, ele estava andando do lado de fora, aparentemente ileso.

Corri para a porta e tentei abri-la, eu estava tão feliz.

Mas a porta não abria. Eu dei o meu melhor, mas a porta não me deixava sair. Olhei por uma janela e vi David quando ele começou a caminhar pela estrada de terra. Eu descansei minha cabeça pela porta e vi.

Meu estômago embrulhou.

Meu coração gelou.

Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram.

Lá, preso ao peito dele estava um crachá de identificação, com uma única palavra.

GERENTE.